Testemunhos – Dia Internacional da Mulher

A 8 de março celebra-se o Dia Internacional da Mulher, prestando-se homenagem a todos os que lutaram e deram as suas vidas para garantir que hoje as mulheres participem na vida cívica, laboral e social com igualdade de direitos face aos homens. Digo todos e não todas porque também houve e há homens que apoiaram e apoiam esta causa. Não é uma causa pelas mulheres é uma causa pela Humanidade, porque uma sociedade boa para se viver é uma sociedade em que mulheres e homens são livres de participar e contribuir com o que têm para oferecer, independentemente do seu sexo, cor ou credo.

Hoje é um dado adquirido que evoluímos enquanto sociedade em termos de liberdade de escolha no que toca aos papéis desempenhados pelas mulheres e pelos homens. Assiste-se a uma participação crescente das mulheres em papéis que no passado eram exclusivamente desempenhados por homens e também a uma maior participação dos homens em papeis que antes eram destinados exclusivamente às mulheres.

Vejo a crescente participação de mulheres na vida cívica como uma consequência da evolução da consciência coletiva, em que valores como a cooperação, a recetividade e a aceitação se fazem mais presentes, em detrimento da preponderância da competição, da assertividade e da conquista, valores também necessários.

O STI tem cerca de 10000 associados, mulheres e homens, com características e talentos únicos. Cada um tem a sua história, as suas dores, o seu pensamento e o seu valor. A força do sindicato é a força de todas as sócias e sócios que participam com o seu contributo individual para um coletivo melhor.

Que juntos, mulheres e homens, consigamos cooperar para fortalecer o STI, lutar para melhorar as nossas condições de trabalho, de forma a que quem vier a seguir possa um dia ter como dado adquirido aquilo que ainda não alcançámos.

Saudações sindicais a todas! E a todos!
Por ti, para ti, contigo!
Viva o STI!

 

Ana Gamboa

Presidente da Direção Nacional

Sócia n.º 11323

 

 

Ana Paula Cunha

Delegada Sindical do SF de Santo Tirso

Sócia n.º 8890

Neste dia Internacional da Mulher, data que festejo desde muito jovem com grande sentido de liberdade e assertividade, reservo-lhe, este ano, uma reflexão sobre a minha atividade de delegada sindical do STI, iniciada em 2017. De imediato ressalta o modo peculiar de eleição para o cargo, pois, na qualidade de chefe de finanças, fui surpreendentemente eleita pelos funcionários, que naturalmente, acreditaram que seria capaz de os representar. Sobre a enriquecedora experiência sindical, gostaria de deixar a mensagem, que os interesses de todos os trabalhadores da AT (incluindo chefes e dirigentes) são legítimos, dignos de tutela e análise, e só essa abrangência permitirá afirmar que o STI é o sindicato  “De todos nós

Ana Machado

Secretária da Direção Distrital Porto

Sócia n.º 9013

“A minha caminhada neste mundo do sindicalismo começou há mais de 25 anos; nunca me tendo arrependido e dele me sentir parte integrante.

Fui sempre respeitada pelos meus pares, e todas as dificuldades que senti e que ainda hoje se manifestam não têm género, mas sim falta de convicção e paixão em agarrar nas causas que acreditamos e lutar por elas, em conjunto e não cada um por si, ofuscando-se tantas vezes com o próprio ego. Como mulher, confesso que gostava de ver mais rostos femininos no nosso  STI , pois estou convencida que em muitos momentos poderiam trazer o sempre necessário equilíbrio decisório.

Viva o STI sempre”

Margarida Milheiro Creado

Delegada Sindical de Idanha-a-Nova

Sócia n.º 13925

“A minha experiência como sindicalista:

Estou a gostar da nova experiência, tento transmitir tudo aos colegas deste Serviço. Tento disponibilizar-me a estar presente nos encontros realizados pelo sindicato. A minha opinião para que o sindicato esteja mais unido, é haver uma igualdade para casos em igual situação. O que não tem acontecido.

O sindicato deve também defender os seus sócios e resolver assuntos que estão há anos pendentes, e que não se vê empenho para serem concluídos.

Que o STI seja tão forte quanto desejamos.

 

Maria Helena Sousa Carlos

Delegada Sindical na Loja do Cidadão de Setúbal

Sócia nº 5074

Celebrar o 8 de março instituído em 1910, é enaltecer a Mulher Trabalhadora, ao evocar as operárias tecelãs de Nova York, que no ano de 1857 lutaram dura e corajosamente pela dignidade no trabalho.

Extrapolando esta consciência para o nosso STI, há que recordar, que da Comissão Pró-Sindical constituída logo após a queda do fascismo, faziam parte duas mulheres, Maria Arlete Nazaré Graça e Maria Manuel Lopes da Silva. Estava assim aberta a porta para as mulheres discutirem os problemas teóricos e políticos do sindicalismo, que a nenhum preço deverá ser desvirtuado dos seus princípios, mas sempre vivido em torno das relações laborais, e não de outras que aparentemente inocentes promovam o distanciamento do movimento sindical!”

Cristina Maria Campos Guerra

Delegada Sindical do SF de Trancoso

Sócia n.º 12 307

“Há mais de dez anos que desempenho as funções de delegada e sempre me senti como uma entre os meus pares.

Participar ativamente no STI, na qualidade de delegada e de sócia,  é agarrar nas duas mãos o nosso presente e futuro profissional.”

Maria do Amparo Lopes

Vogal da Direção Nacional

Sócia n.º 12029

“Com o aumento da entrada da mulher no mercado de trabalho a sua inclusão no movimento sindical ganhou espaço. Assim, a minha entrada na DGCI teve como consequência natural a inscrição no STI. Do passado recordo com satisfação as lutas travadas enquanto sócia e, em especial, o tempo em que exerci o cargo de Delegada Sindical, função em que senti a responsabilidade de compreender e transmitir o sentir dos sócios e a obrigação de prestar os esclarecimentos pedidos. Ao fim de um ciclo liga-se o início de outro que me trará certamente muita aprendizagem com a participação na Direção Nacional do STI”.

Vanda Bento

Tesoureira da Direção Nacional

Sócia n.º 10922

“O sindicalismo não tem género! Na sua essência, o papel do sindicalista homem é exatamente igual ao da sindicalista mulher, mas nem sempre foi assim! E é precisamente por isso, que é importante não esquecer as conquistas que foram feitas nas últimas décadas, e que nos permitiram estar hoje num patamar de igualdade. Neste dia internacional da Mulher, resgatar a história do sindicalismo e dos direitos das mulheres, é fundamental, não só, para percebermos e valorizarmos a evolução, mas também para incentivarmos outras gerações a prosseguirem a luta pela igualdade de oportunidades.

Neste sentido, a participação da mulher na atividade sindical continua a ser crucial, sobretudo numa organização como o STI, onde existem mais mulheres que homens. É, no entanto, curioso perceber que em cargos de dirigente sindical continuam a existir mais homens que mulheres. Estarão as mulheres mais satisfeitas com a sua situação laboral? Estarão mais conformadas? Estarão ocupadas com outras atividades, deixando para segundo plano a questão sindical e laboral? Ou será que, pura e simplesmente, se demitem dessa responsabilidade por considerarem que é função de outros?

Seja qual for o motivo, creio que cada uma de nós, sócias do STI, se deve questionar, “Estarei a dar o meu contributo? Ou limito-me a observar e, muitas vezes, criticar, sem procurar ser uma voz ativa?

Quanto ao meu percurso sindical, paulatinamente foi-se tornando mais ativo. Fiz-me sócia do STI desde o primeiro dia em que ingressei na AT, não porque outros me tenham dito para o fazer, mas por reconhecer que “Juntos somos mais fortes!”. Fui delegada sindical, dirigente distrital e, desde há 4 anos, que sou dirigente de um órgão nacional do STI.

E é enquanto dirigente sindical, que aqui deixo um apelo a todas as Mulheres do STI, para que venham juntar-se a nós, ser uma voz ativa e solidária, lutar por um STI mais unido e participativo e, acima de tudo, venham contribuir com o vosso conhecimento, a vossa visão e sensibilidade para tornar o STI o sindicato de todas e todos os trabalhadores da AT.”