Protesto do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos começou na quarta-feira e termina este domingo.

 

A greve de cinco dias dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira, nos serviços das finanças, dos aeroportos e dos terminais marítimos, teve a adesão da esmagadora maioria dos trabalhadores.

À Renascença, a líder sindical Ana Gamboa faz um balanço positivo. “Tivemos uma adesão muito expressiva ao longo dos vários dias de greve, mas onde se fez sentir uma adesão mais abrangente foi na quinta e na sexta-feira, pois além dos serviços aduaneiros, houve adesão na área tributária – com mais de 70% dos serviços fechados.”

Questionada sobre os constrangimentos que a greve teve sobre a população, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) argumenta que a paralisação foi convocada também por causa da falta de meios humanos, que leva a uma sobrecarga de trabalho, prejudicando a qualidade do serviço prestado

“Esta greve foi muito um protesto contra a falta de condições em que se trabalha na Autoridade Tributária e Aduaneira. Esta é uma greve também para prestar um melhor serviço aos cidadãos”, explica.

O sindicato convocou o Conselho Geral para 15 de dezembro que, segundo a líder do sindicato, Ana Gamboa, em declarações à agência Lusa, pode deliberar essa continuidade, tudo dependendo da resposta aos protestos que, até ao momento, não motivou qualquer contacto da tutela para resolver os motivos da paralisação, como a demora na regulamentação da revisão das carreiras ou o funcionamento e perda de autoridade da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

“Se até dia 15 [dia da reunião nacional do sindicato] não tivermos evolução, podemos tomar medidas para dar continuidade ao protesto”, afirmou Ana Gamboa, ressalvando esperar que o silêncio do Governo signifique estar a tratar da regulamentação do diploma das carreiras.