2010-03-01
Os trabalhadores dos impostos vão esta semana desligar os computadores no final do expediente, recusando-se a trabalhar além do horário, em protesto contra o actual sistema de avaliação e progressão de carreiras.
"Não vamos dar nem mais um minuto esta semana em forma de protesto com as medidas que a administração tomou e prometeu perante os trabalhadores e que não está a cumprir", disse à agência Lusa o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Marcelo Castro.
Esta ação de protesto acontecerá na semana da greve geral na Função Pública, agendada para quinta feira e que deverá paralisar todo o sector público.
Assim, explicou, entre hoje e sexta feira os trabalhadores da Direcção Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) desligarão os computadores no seu período de almoço (que varia entre uma hora e uma hora e meia) e no final do expediente (entre as 17h00 e as 17h30, consoante os casos).
"Os funcionários trabalham até altas horas e de forma gratuita apenas pelo cumprimento da missão e trabalham aos sábados e aos domingos se for preciso", disse Marcelo Castro.
Segundo o sindicalista, existem casos de progressões que foram notificadas "e que agora, ao que parece, já não vão acontecer, de acordo com a informação do director-geral".
"Isto é inaceitável", frisou.
As três estruturas sindicais da Função Pública - Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, a Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) - marcaram uma greve geral para quinta feira, promovendo uma convergência que não acontecia desde novembro de 2006.
Na origem da greve está o congelamento salarial, o agravamento das penalizações para as aposentações antecipadas e questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.
Os sindicatos reivindicam aumentos entre os 2,5% e os 4,5%, mas o Governo já disse que não tem margem negocial no Orçamento do Estado para discutir aumentos salariais.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Lusa